Política: Sem apoio do PT, Weverton aposta em dissidentes petistas

Weverton aposta em ala minoritária do PT comandada por Honorato

Membros da ala minoritária do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão realizam nesta quarta-feira (18) um ato público de apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado.

O movimento pode ser considerado uma dissidência, uma vez que a ala majoritária da sigla já fechou questão pelo apoio oficial ao projeto do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB) – indicando Felipe Camarão como pré-candidato a vice, inclusive.

Pouco expressiva do ponto de vista eleitoral, a movimentação, contudo, tem um objetivo mais astuto: os petistas aliados de Weverton tentam manter um clima de confusão no partido, em virtude da força do ex-presidente Lula (PT).

A ideia é criar no eleitorado a ideia de que o candidato a presidente petista está com o senador pedetista, não com o atual chefe do Executivo.

O cenário é o mesmo de eleições anteriores.

Desde 2008, quando Flávio Dino (PSB) foi candidato a prefeito de São Luís pelo PCdoB – passando pelas eleições de 2010 e 2014 -, o PT sempre chegou às eleições dividido.

No caso de 2022, a dissidência aposta em uma peculiaridade: sabedor de que enfrentará uma árdua batalha contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), o próprio Lula não deve fazer questão de ter apenas um palanque nos estados. Nem mesmo no Maranhão, onde deve ter maioria.

Cada voto conta.

E, sendo assim, Weverton vai usar o quanto puder a imagem do ex-presidente como se ele próprio – e não Brandão – fosse o candidato do PT no Maranhão.

Cabe aos socialistas saber reagir a essa ofensiva…

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